Não há espaço para “jeitinhos” no mercado vidreiro

É difícil achar algum brasileiro que nunca tenha ouvido falar no “jeitinho”. Poucas vezes usado de forma positiva na sociedade (um elogio à nossa capacidade de improvisação), no meio industrial esse termo não é nada bem-vindo. Afinal, quase sempre é a prática de improvisar soluções sem seguir os procedimentos padrão — muitas vezes, para reduzir custos imediatos ou agilizar processos que, mais tarde, podem trazer grandes dores de cabeça.

No setor vidreiro, isso não é exceção, infelizmente. Por quê? Simples: o vidro, produto valioso que é, exige qualidade tanto nos profissionais como nos materiais usados para fabricá-lo, tratá-lo e distribuí-lo. Quando essa qualidade é deixada em segundo plano e os gastos mínimos passam a ser o objetivo principal, o responsável acaba ficando sem um e sem o outro.

Quer um exemplo? É comum ver empresas que, em vez de pesquisar e comprar um óleo de corte de qualidade, específico para a função, improvisam com querosene, óleo diesel, outros produtos químicos ou fórmulas caseiras. O que elas não sabem ou ignoram é que esses produtos contêm substâncias nocivas à saúde dos operadores e causam estragos nas borrachas em luvas, esteiras e ventosas. De quebra, podem degradar a superfície ou películas dos vidros, levando à perda de todo o produto. Como dizem, mesmo? Ah, sim: o barato sai caro.

Na lapidação dos vidros,a água é reaproveitada constantemente. Nem tem como fugir disso, já que ela é um recurso natural que pode acabar e, além de tudo, é caro. O problema é quando o responsável pela empresa dispensa o uso de sistemas de tratamento para essa água, antes de reaproveitá-la. Resultado: não só os vidros lapidados serão expostos aos resíduos nela, o que afeta sua qualidade, mas novamente os operadores são colocados em perigo, podendo ficar com lesões na pele e dermatites.

O vidro é um material extremamente delicado. Por isso, é fundamental tomar todos os cuidados para protegê-lo de danos. Isso inclui até mesmo os pós para separação, que, apesar do nome, nunca devem ser confundidos com pós de sujeira: ao contrário destes, que podem causar arranhões na superfície das peças, os pós para separação garante, que o contato entre as chapas no seu armazenamento e transporte não vai levar uma a danificar a outra.

E nem precisamos discutir os perigos no uso de qualquer adesivo ou selante na hora de instalar os vidros: mais do que um desempenho ruim, um produto de baixa qualidade pode comprometer toda a obra.

Por isso, passe longe do “jeitinho” na hora de trabalhar com o vidro. É melhor gastar um pouco mais para trabalhar com produtos confiáveis do que fazer uma pequena economia antes e ter grandes prejuízos e dores de cabeça depois.

No próximo texto, mostraremos o exemplo de uma empresa que investiu em produtos de qualidade na produção de seus vidros e está extremamente satisfeita com os resultados.

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